Provavelmente você já conhece, nem que seja só de nome e de fama, a franquia de games Doom. São jogos de tiro em primeira pessoa (jogos de tiro em que a ação é observada do ponto de vista do protagonista) em que são enfrentadas as forças dos demônios do Inferno.

O primeiro jogo da franquia foi lançado em 1993 para o sistema operacional MS-DOS, antecessor do Windows, e anos posteriores para outras plataformas. Ao longo dos anos, outros títulos foram lançados. Até livros baseados na franquia foram escritos. Em novembro deste ano, se tudo correr como planejado, deve chegar ao mercado outro game da franquia: Doom Eternal.

O jornalista Christopher Livingston, da revista PC Gamer, que teve oportunidade de jogar o game, disse que não parece mais do mesmo. Pelo contrário, é um jogo entusiasmante, em que a ação não para, e que leva Doom a um nível ao qual ele nunca tinha chegado antes.

Afinal, Queremos Falar de Que?

Bom, mas não é sobre o jogo que está a caminho que queremos falar agora. É sobre as oportunidades live action (com atores reais) que se abrem para a franquia.

Doom
Doom é uma das franquias mais apreciadas do universo gamer

A história básica em que Doom se baseia, um poderoso guerreiro combatendo exércitos demoníacas é extremamente cinematográfica. Por que, em um mundo em que heróis dos geeks como os X-Men, o Homem-Aranha e os Vingadores arrebentam as bilheterias do mundo, não temos um filme de Doom todo ano?

Bom, um problema é que em 1995 saiu um filme baseado na franquia. Foi distribuído pela Universal Pictures, dirigido por Andrzej Bartkowiak e estrelado por atores como Dwayne Johnson (The Rock) e Karl Urban (o doutor Leonard McCoy no reboot de Star Trek nos cinemas).

Doom, um Jogo Entusiasmante em Que a Ação não Para

O filme acabou sendo um fracasso de público. Com um orçamento de 60 milhões de dólares, arrecadou cerca de 55 milhões de reais nas bilheterias, somando arrecadação nos Estados Unidos e no resto do mundo.

A crítica não foi muito mais generosa do que os frequentadores de cinema. Um dos problemas, segundo os críticos, é que o filme não tinha enredo suficiente para agradar a quem não fosse fãs dos jogos, por isso o filme tinha apelo bastante limitado. Menos de um quinto (20%) das resenhas agregadas pelo site Rotton Tomatoes foi positiva.

Bom, como diz a velha canção, é hora de “começar de novo”. Que tal se a gente dissesse que a saga contra as hordas infernais ganhou atenção de Hollywood e que o consagrado ator e diretor James Franco (o Harry Osborn da primeira trilogia do Homem-Aranha) está envolvido?

Segundo reportagem da revista Variety, James e o irmão Dave vão produzir um filme sobre a criação do jogo. Não se sabe se eles também pretendem estrelá-lo. James Franco já fez o papel de presidente de uma empresa de games na comédia Tinha Que Ser Ele? de 2016.

Acordos

A dupla fechou um acordo com a rede america USA Network para fazer um filme chamado Masters of Doom (Mestres do Doom) baseado no livro de mesmo nome. É sobre a relação entre John Carmack and John Romero, criadores do jogo e chamados de Lennon and McCartney dos games. O escritor Tom Bissell está cuidando de adaptar o texto do livro para o roteiro do filme.

Ator, diretor, produtor e roteirista James Franco
Imagem do ator, diretor, produtor e roteirista James Franco fechou acordo para produzir um filme sobre a criação de Doom

Em uma postagem na rede social Twitter, John Romero disse que achou a notícia “pretty cool” (muito legal) e que espera que seu papel seja interpretado por alguém com ascendência parecida com a dele. Ele tem ancestrais mexicanos e indígenas.

John Romero
Imagem de John Romero, um dos criadores de Doom

Bom, há também um filme da franquia, baseado em um dos livros de que falamos, previsto para estrear em algum ponto do outono do Hemisfério Norte (ou seja, nossa primavera). Aí, sim, veremos as hordas demoníacas de praxe. O problema é que o trailer não foi muito bem recebido e o estúdio id Software, que desenvolve os games, apressou-se a dizer que não teve nenhuma participação no projeto.

Esse começo pouco auspicioso se junta ao fiasco de 2005. Talvez haja uma lição nisso tudo. Apesar de tudo de fantástico que Doom tem a oferecer, pode ser que a verdadeira grande história da franquia seja a da vida real.

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